Substituindo rachas, arrancadas cresce em todo país
Originalmente conhecida como uma prova de rua perigosa, a Arrancada ganha status, segurança e é sensação entre amantes da velocidade
O desejo de continuar arrancando em alta velocidade com seu carro ao ver o sinal verde acesso continua sendo um atrativo para os jovens pilotos, porém a mania começa a mudar de local com a popularização dos campeonatos de arrancada, onde a prática do racha se transfere para uma pista segura e adequada para quem deseja queimar pneus e combustível numa competição que ganha aquele que percorrem um mesmo trecho em menor tempo que o adversário.
Com status de esporte, e com o crescente interesse da mídia, que costuma comparecer em grande número aos eventos, a arrancada ganhou um público cativo, com p istas apropriadas e campeonatos pipocando em várias partes do país, realizadas de maneira organizada e segura, sem oferecer perigo.
Atualmente, os dois principais campeonatos realizados no país acontecem em estados distintos, um no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo ( ECPA), no interior de São Paulo, e outro no Autódromo Internacional de Curitiba.
Ambos os certames são narrados pelo locutor Pepe, que conhece diversas outras pistas do Brasil e se diz impressionado com o crescimento do esporte. " A modalidade, que nasceu nas ruas, sempre foi mania entre pessoas aficionadas em alta velocidade. Agora, levada para os grandes autódromos e pistas fechadas, tornou-se mais seguro do que no passado, tanto para pilotos quanto para o público", diz.
A reciprocidade com pilotos e público é outro ponto que Pepe ressalta. "Quando falo com a massa, sempre faço questão de frisar que o lugar certo para se acelerar é no autódromo. Afinal, por alguns segundos qualquer um pode se tornar um piloto profissional, mas todos têm que se lembrar que apesar da diversão, sempre há competitividade entre os participantes".
A preocupação com a segurança é tanta que o participante assina um termo de responsabilidade. O uso de equipamentos essenciais como capacete, pneus novos e cintos são primordiais. " Queremos levar os racheiros para os autódromos. Muitas pessoas vão para rua tirar racha e colocam a vida delas e de outras pessoas em perigo. A idéia é que esta prática se torne um esporte popular e contribua para eliminar a prática de arrancadas nas ruas".
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